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Flagpole Guides

Simbologia da Bandeira Nacional

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A Bandeira Nacional, verde e vermelha, com a esfera armilar e o escudo, desfraldada contra o céu azul
Foto: Rob Bertholf from San Diego, CA, USA, Lisbon, Portugal (36344659343) / Wikimedia Commons, CC BY 2.0, recortada

A Bandeira Nacional foi desenhada em 1910 por uma comissão nomeada pelo Governo Provisório, e cada elemento tem uma explicação no relatório que essa comissão apresentou. O verde e o vermelho são as cores da República, a esfera armilar lembra os Descobrimentos e o escudo com as quinas e os castelos vem da tradição da monarquia. Este guia resume o significado dos elementos segundo o Museu da Presidência da República.

A Comissão da Bandeira de 1910

Segundo o Museu da Presidência da República, o Governo Provisório nomeou a 15 de outubro de 1910 uma comissão encarregada de criar a nova bandeira. Faziam parte dela o pintor Columbano Bordalo Pinheiro, o escritor Abel Botelho, o jornalista e político João Chagas e dois combatentes do 5 de Outubro, o tenente Ladislau Pereira e o capitão Afonso Palla. A 29 de outubro a comissão concluiu o relatório que justifica o projeto, e a 29 de novembro o Governo Provisório aprovou a bandeira verde-rubra.

As cores

CorSignificado segundo o relatório de 1910
VerdeA cor da esperança e, para os positivistas, do progresso e do futuro. Sobretudo, uma das cores da revolução de 5 de Outubro, que "brotou do espontâneo instinto popular"
VermelhoUma cor "combativa, quente", historicamente ligada à bandeira de Portugal. Só depois vem a associação ao sangue, que com os anos se sobrepôs
BrancoUma "cor fraternal", de singeleza, harmonia e paz, presente na bandeira desde os inícios da monarquia
Amarelo e douradoA esfera armilar e os castelos

Segundo o museu, o azul da bandeira monárquica ficou de fora por estar associado ao culto de Nossa Senhora da Conceição. A escolha não foi pacífica: entre a aprovação pelo Governo e o decreto da Assembleia Nacional Constituinte, a "querela da bandeira" opôs nos jornais os defensores do azul e branco aos partidários do verde e rubro.

A esfera armilar

A esfera armilar manuelina é descrita no relatório como "o padrão eterno do nosso génio aventureiro, da nossa existência sonhadora e épica", uma alusão direta ao período dos Descobrimentos. Segundo as instruções de desenho do arquivo da Presidência da República, a esfera é uma representação fortemente estilizada do instrumento de navegação com o mesmo nome, com aros que representam dois meridianos, o Equador e a Eclíptica, posicionados em busca de harmonia gráfica e não de correção astronómica.

O escudo, as quinas e os castelos

Pormenor da grande bandeira do Parque Eduardo VII com a esfera armilar, o escudo, as quinas e os castelos
A esfera armilar e o escudo na bandeira do Parque Eduardo VII. Foto: Alejandro from Mexico City, MEXICO, Lisbon, Portugal (43216364532) / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

Sobre a esfera assenta o escudo das armas nacionais. O relatório da comissão, segundo o museu, não se demorava no significado das armas, referindo apenas a sua ligação à fundação da nacionalidade e à conquista da independência. O museu resume as explicações tradicionais:

  • As quinas: cinco escudetes azuis, cada um com cinco besantes brancos. A tradição liga-os à lenda de Ourique: D. Afonso Henriques terá incorporado os escudetes em lembrança dos cinco reis mouros vencidos na batalha. Mais tarde generalizou-se a explicação de que os besantes representam as cinco chagas de Cristo.
  • Os sete castelos: representariam a incorporação do Algarve, cujas armas tinham castelos. Terá sido D. João II a fixar-lhes o número. O relatório de 1910 via neles "um dos símbolos mais decorativos e mais enérgicos da integridade e independência nacional".

As instruções de desenho da Presidência precisam que os castelos são sempre sete, amarelos, com três torres, e que a substituição por uma torre única é incorreta.

As cores no desenho oficial

A lei descreve as cores por palavras, com o tom do verde prescrito como "verde escuro". O arquivo da Presidência da República indica as cores usadas na imagem oficial que disponibiliza, por exemplo o verde PMS 349 e o vermelho PMS 485, e ficheiros vetoriais para a reprodução da bandeira. A forma e as proporções estão no guia sobre os tamanhos de bandeiras.

Da revolução à bandeira de todos

Segundo o Museu da Presidência da República, a nova bandeira continuou, para muitos, ligada à revolução republicana durante vários anos, e foi a Primeira Guerra Mundial que uniu os portugueses sob o novo símbolo. A história dos mastros e das bandeiras em Portugal é contada no guia sobre a história do mastro, e as datas ligadas à bandeira no guia sobre a bandeira nos feriados.

Perguntas frequentes

O que significam as cores da bandeira portuguesa?

Segundo o relatório da Comissão da Bandeira de 1910, citado pelo Museu da Presidência da República, o verde é a cor da esperança e uma das cores da revolução de 5 de Outubro, e o vermelho é uma cor combativa e quente que lembra o sangue e incita à vitória. O branco do escudo é descrito como cor de singeleza, harmonia e paz.

O que representa a esfera armilar?

A esfera armilar manuelina é, segundo o relatório da comissão, o padrão eterno do génio aventureiro português, uma alusão direta ao período dos Descobrimentos. No desenho oficial é uma representação estilizada do instrumento de navegação com o mesmo nome.

O que significam as quinas e os castelos?

Segundo o Museu da Presidência da República, as cinco quinas estão tradicionalmente ligadas à lenda de Ourique e os besantes, mais tarde, às cinco chagas de Cristo. Os sete castelos representariam a incorporação do Algarve, e o relatório de 1910 via neles um símbolo da integridade e independência nacional.

Porque é que a bandeira deixou de ser azul e branca?

Segundo o Museu da Presidência da República, a comissão de 1910 afastou o azul por estar associado ao culto de Nossa Senhora da Conceição e à monarquia. O verde e o vermelho tinham sido as cores hasteadas durante a revolução republicana.

Fontes

Este guia baseia-se nas seguintes fontes: